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Acessibilidade digital: por que sua empresa precisa se preocupar com isso?

Por: Jefté Macêdo – UX Researcher Sr. na keeggo


Você já pensou em como as pessoas com deficiência visual, auditiva, motora ou intelectual acessam a internet? Provavelmente não, pois a maioria das pessoas que não possuem essas necessidades sequer refletem sobre essa realidade. 

Mas, esse é um assunto que precisamos falar!

Há um bom tempo sou apaixonado por acessibilidade no contexto digital, um tema que tem gerado debates interessantes e que vem ampliando aos poucos a conscientização social. 

Contudo, para aqueles que não estão familiarizados com o assunto, é importante saber que acessibilidade digital é quando utilizamos recursos que diminuem as barreiras para gerar uma melhor usabilidade das pessoas, seja para navegação ou uso de aplicativos. 

Essa necessidade faz com que a experiência de todos seja melhorada, trazendo ao mercado soluções com maior aceitabilidade do público pela facilidade de utilização.

Acessibilidade como uma prática estratégica e estrutural

Como UX researcher, pensar em acessibilidade digital é uma de minhas responsabilidades, especialmente porque a inclusão é um dos pilares da cultura na keeggo.

Mas, para tratar de acessibilidade digital com responsabilidade é preciso pensar de maneira estratégica e estrutural, especialmente quando consideramos que um em cada quatro brasileiros não possui o mesmo grau de acessibilidade.

Na keeggo, orientamos os desenvolvedores para a criação de aplicativos e websites que incluam os conceitos de acessibilidade, para atender às necessidades específicas e oferecer a melhor experiência ao usuário.

“Como o nosso time também é formado por pessoas com corpos e habilidades diversas, temos uma perspectiva diferenciada sobre o tema e lidamos com as necessidades de acessibilidade diariamente.”


Como a keeggo é uma empresa de consultoria tecnológica, também incorporamos os recursos de acessibilidade digital em sites e aplicativos de empresas parceiras, para que todas as pessoas possam aproveitar o potencial da tecnologia.

O digital em transformação

Precisamos entender que a digitalização das relações humanas é uma realidade. 

Quase todas as empresas privadas e órgãos públicos migraram para o digital pela facilidade na comunicação e a oferta de produtos e serviços, com isso, os recursos de acessibilidade digital ganharam maior foco, pela necessidade de inclusão desses espaços agora majoritariamente digitais. 

Porém, acessibilidade ainda é uma realidade distante, pois, embora 45 milhões de brasileiros sejam pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual ou motora, apenas 0,8% dos sites brasileiros oferecem recursos de acessibilidade digital, de acordo com dados do Movimento Web para Todos.

Isso mostra que, embora extremamente necessária, a maioria das ofertas disponíveis aos usuários não possui usabilidade eficiente.

imagem de um homem com Síndrome de Down sentado à frente de uma mesa e usando um notebook.

Recursos de acessibilidade digital 

Para que um site seja considerado inclusivo é preciso que o endereço virtual seja perceptível, ou seja, as imagens precisam ser descritas, os vídeos legendados e o conteúdo interpretado para a Língua Brasileira de Sinais.

Também é importante que esse site seja operável, com uma velocidade satisfatória que evite o uso de recursos que possam causar crises epilépticas, como excesso de cores vibrantes, luzes intermitentes ou recursos como múltiplos pop-ups.

As informações contidas também devem ser compreensíveis, ou seja, apresentar sentenças claras e objetivas e fontes de fácil leitura, para não dificultar a compreensão de quem possui deficiência intelectual, dislexia ou baixo letramento.

O site também precisa ser programado de uma maneira em que seja possível executar os recursos de acessibilidade digital e permitir a navegação pelo teclado para incluir as pessoas com deficiência motora.

Essas são apenas algumas das necessidades para se obter um site acessível.

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